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Nossa História


“O vinho inspira e contribui grandemente para a alegria de viver.”   Napoleão Bonaparte

Sócios - Vinícola Domus Mea

 

Apreciadores de um bom vinho sabem vivenciar o intervalo entre abrir uma garrafa e saborear o líquido.

 

O som da rolha sendo removida, o perfume que exala pelo ambiente... Tudo contribui para esse ritual imperdível.

Mas antes desse capítulo existe toda a história das parreiras, da colheita das uvas, da sua seleção e o processo de alquimia que transforma a perfeição das frutas na bebida que é amada há milênios, por tantos povos, por enobrecer os mais variados momentos.

 

Inebriado por essa paixão, está Edi Kante, um italiano da região de Trieste, que queria fazer vinhos brancos finos no Brasil.

Seu envolvimento com o segmento é tão amplo que ele é um verdadeiro vitivinicultor, ou seja, traz no sangue o amor pelo cultivo das vinhas e a fabricação de vinho.

O local escolhido para ver essa realidade se concretizar é Recanto Maestro, no município de São João do Polêsine-RS, integrado na cultura trazida ao Brasil pelas famílias que fundaram a quarta colônia de imigração italiana, no início do século passado.

E se o vinho começa pela parreira, foi também por ela que Edi iniciou. Adquiriu uma propriedade, preparou e corrigiu o solo e plantou suas parreiras, a maioria de uvas brancas, vindas da sua terra natal em containers refrigerados, para que mantivessem todas as suas características.

 

Analisando o solo da região, Edi entendeu que ele era propício para produzir um vinho branco leve, mineral e pouco aromático. Uma bebida bastante similar àquela já produzida por ele em suas videiras nas proximidades do mar Adriático, entre a Itália e a Eslovênia. Decidiu então manter essa característica como seu diferencial e trazer para o Brasil toda a elegância e delicadeza que já tinha atingido na Itália, que também é encontrada em muitos vinhos da região de Borgonha, na França.

Os varietais que melhor se adaptaram à região central do Rio Grande do Sul foram: Sauvignon Blanc, Chardonnay, Pinot Grigio, Tramminer Aromático, Riesling e Montepulciano, a única tinta que lhe agradou.

 

A partir de 2007 Edi foi incansável e não mediu esforços para concretizar seu desejo de ver no Brasil a continuação da sua obra, já tão reconhecida na Europa e Ásia.

Para ele, os vinhos são muito mais que um negócio, são um ser vivo que responde delicadamente ao toque do seu sábio artesão. Apesar da estrutura simples, Edi montou uma cantina pequena, mas com produção e logística perfeitos para produzir vinhos excelentes. Investiu nos melhores equipamentos italianos e trouxe tudo sob medida para dar corpo a sua nova paixão.

Deveria ser tudo perfeito, pois ele não admitiria ter o seu nome em um produto que não pudesse ser referência de qualidade e em total harmonia com a sua exigente sensibilidade italiana.

 

À medida que os vinhedos cresciam Edi ocupou-se dos detalhes de produção, incluindo a refrigeração, com o uso de equipamentos de vanguarda para garantir a manutenção das corretas temperaturas dos vinhos e barricas, mesmo com o frequente calor, natural do verão tropical gaúcho. Assim nasceram os vinhos EnKanto e a versão brasileira do seu famoso espumante KKK, um de seus orgulhos italianos.

Nova Fase


Em 2016, Edi Kante muito focado em expandir seus negócios na Itália começa a se cansar das constantes viagens entre Brasil e Itália.

Resolveu então buscar parceiros que pudessem tocar o negócio e acompanhar de perto as coisas no Brasil.

 

No final de 2017 três amigos brasileiros de Edi, já contagiados pela paixão que ele mantém pelos vinhos e pelo projeto no Recanto Maestro, decidem que seria o momento de assumir o projeto para expandi-lo.

Desta forma, os novos sócios compram a vinícola, incluindo as parreiras, equipamentos, estoques e marca e iniciam um novo momento na história do projeto.

 

Com a entrada dos novos proprietários foi feito o acordo com Edi para que seguisse sendo o enólogo e produtor dos vinhos, juntamente com o enólogo Darci Guandalin que segue como o responsável técnico no Brasil. O objetivo é manter a capacidade de produção e a qualidade dos vinhos.

 

Então a parceria foi formada em setembro de 2017 e a Vinícola Valle Veneta inicia um novo capítulo, com sua ampliação, revitalização e a expansão do parreiral. Os sócios lembram com carinho da primeira reunião com Edi no Brasil, onde decidiram que a prioridade era melhorar e expandir o parreiral.

Imagem de aspas indicando citação Já no primeiro trimestre de 2018 nasce a Domus Mea, que em latim significa “Casa Minha”. Imagem de aspas indicando citação

Os primeiros investimentos iniciam e se faz a reorganização do estoque dos vinhos já preparados e ainda não engarrafados, assim como a expansão dos espaços de câmaras de refrigeração.

 

Edi segue responsável pela vinificação, sendo acompanhado por Elisandro Bortoluzzci, responsável pelo operacional da vinícola desde a sua fundação, em 2007. E para cuidar ainda com mais zelo das parreiras, foi trazido para o projeto o agrônomo Silvano Michelon.

Assim se forma um time de expoentes que se mantém em busca pela perfeição, que nasce com a melhor safra e se estende à produção e distribuição dos vinhos. Essa perfeição, em todas as etapas, será a responsável por aguçar os paladares e conquistar o mercado brasileiro e internacional, com uma proposta de vinho muito diferente dos habituais vinhos da América do Sul, com as suas características fortes e com tradição de barricas de carvalho.

 

A Domus Mea investe no método tradicional de produção de uva e utiliza basicamente pipas de inox. Seus proprietários acreditam que, mesmo sem o uso de barricas de madeira, é possível continuar produzindo vinhos de alta qualidade, que possam ser consumidos novos, ao mesmo tempo que terão vinhos de guarda media sem perda das suas características.

Imagem de aspas indicando citação O DNA da Domus Mea é investir na produção de vinhos de alta qualidade, tanto brancos como espumantes, inseridos no conceito de “vinícola boutique” e focando em vinhos leves, muito minerais e com aromas diferentes dos normalmente encontrados na América do Sul, puxando a nova proposta para a experiência encontrada nos vinhos da Borgonha e do norte da Itália. Imagem de aspas indicando citação